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Projeto Porta Aberta oferta livros do IFTO aos reeducandos da Cadeia Pública de Araguatins

Extensão

Desde junho de 2017, ação incentiva à leitura e aos estudos
por Maiara Sobral publicado: 17/02/2020 17h15 última modificação: 17/02/2020 17h15

Proporcionar o desenvolvimento regional por meio do Ensino, Pesquisa e Extensão, prezando pela eficiência na formação acadêmica e na difusão do conhecimento, com essa missão o Instituto Federal do Tocantins (IFTO) ganha reconhecimento, como é o caso do Projeto Porta Aberta, realizado em Araguatins. 

Desde junho de 2017, a iniciativa de extensão, visa o incentivo à leitura para apenados, encarcerados ou presidiários. Participam da ação: servidores do Campus Araguatins do IFTO, do Judiciário (Juiz de execução Penal e Ministério Público) e da Cadeia Pública de Araguatins.

O nome do projeto surgiu da frase do autor Sandro Consta: "A leitura é uma porta aberta para um mundo de descobertas sem fim". Sendo assim, com o objetivo de ofertar livros da Biblioteca do IFTO, o projeto promove a leitura entre as pessoas privadas de liberdade, contribuindo assim com o desenvolvimento da personalidade, fortalecendo os direitos humanos e complementando ações para o abatimento dos dias e horas trabalhadas do preso.  

O Projeto Porta Aberta segue a Recomendação nº 44, de 26 de novembro 2013, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre as atividades educacionais complementares para fins de abatimento dos dias e horas trabalhadas do preso, por meio do estudo.

"Hoje posso dizer que que reeducação e os projetos de ressocialização que acontecem na Cadeia Pública de Araguatins oportunizam aprendizado através de atividades educacionais e com isso, podemos retornar ao convívio social. Em nome de todos que participam, agradecemos a Direção da Unidade pelo trabalho desenvolvido em buscar melhorias a condição do preso, bem como ao IFTO", destaca J.A.M.C, reeducando que participa do projeto e obteve pontuação alta no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 

Segundo Maristela Gonçalves, coordenadora do projeto, "servir à comunidade é um dos objetivos do IFTO, através do crescimento pessoal evitando a ociosidade constante. O reeducando um dia voltará ao convívio com a sociedade: ele deve ser capacitado para trabalhar, para saber se comunicar, construir um currículo, para que não retorne ao mundo do crime. Através da leitura, o reeducando pode refletir sobre os atos tomados de forma, muitas vezes, impensada que os levaram a se encontrarem na situação prisional. A leitura é apenas uma das ações para a inserção social, e se podemos fazer algo pelo próximo, é nosso dever fazê-lo!".

Incentivo aos estudos

É importante destacar que por meio da leitura, os reeducandos motivarem-se para estudar mais e com isso, 16 realizaram inscrição para participar do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para Pessoas Privadas de Liberdade e Jovens em Medidas Socioeducativas (Encceja PPl).  O exame ocorreu nos dias 8 e 9 de outubro de 2019, nas dependências da Cadeia Pública.

No Enem PP 2019, aplicado nos dias 10 e 11 de dezembro de 2019, os reeducandos tiveram desempenho significativo na prova de redação: dois obtiveram notas elevadas (702 e 700) alcançando, respectivamente, 2° e 3° lugares entre os internos participantes do Estado do Tocantins.

 

Projeto Porta Aberta em números:
 

Junho a dezembro de 2017

  • 306 livros disponibilizados para leitura;

  • 83 livros manuseados;

  • 42 resenhas feitas;

  • 7 apensados participantes.

Janeiro a dezembro de  2018  

  • 364 livros disponibilizados para leitura;

  • 231 livros manuseados;

  • 192 resenhas feitas;

  • 19 apensados participantes.

 

Janeiro a dezembro de 2019  

  • 610 livros disponibilizados para leitura;

  • 435 livros manuseados;

  • 204 resenhas feitas;

  • 20 apensados participantes.


Para 2020  

  • 30 presos inscritos no projeto;

  • Reunião  feita em janeiro de 2020, com explanação sobre como funciona o projeto, resenhas, e resposta à dúvidas dos presos;

  • Inclusão de uma "Roda de leitura" mensal com a pedagoga da Unidade Prisional, Keylyane da Silva Santos Laurindo.