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Unidade comemora Dia do Índio com ações inclusivas

Campus Avançado Formoso do Araguaia

Projeto integra temas transversais ao ensino, de pesquisa e de extensão
por Mayana Matos publicado: 20/04/2017 09h00 última modificação: 20/04/2017 10h05

 Na semana em que se celebra o Dia do Índio, o Campus Avançado Formoso do Araguaia, do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), realizou uma série de atividades em alusão à data. Além da visita às aldeias, a unidade trouxe palestrantes indígenas para diversas ações com estudantes, servidores e colaboradores: construíram murais sobre o tema, produziram textos e resenhas sobre o assunto, estudaram as características das técnicas de agricultura indígena, assistiram filmes, e visitaram o Museu Indígena de Formoso do Araguaia. 

O campus, por meio dos gestores, professores e técnicos, ressaltou a importância de manter o projeto de extensão “Conexão IFTO e comunidades indígenas”, com o objetivo de integrar temas transversais às ações de ensino, de pesquisa e de extensão junto aos estudantes e aos indígenas. 

“Buscamos uma conexão entre o IFTO e as comunidades indígenas locais, que ultrapassam dez aldeias, cada uma com suas particularidades e uma cultura que precisa ser conhecida por nossos futuros técnicos de informática e de agricultura, tendo em vista que convivem com esta realidade, atuam ou atuarão com os povos indígenas. Além disso, temos entre nós cinco estudantes indígenas que representam a comunidade e promovem, no dia a dia da instituição esse intercambio”, destacou a coordenadora do projeto, professora Márcia Custódio. 

O diretor da unidade, Dêmis Carlos, mencionou que as ações vão além do cumprimento de um decreto-lei. “Não podemos nos trancar em nossos muros e esperar somente que a comunidade venha ao nosso encontro. Buscamos garantir que nossos professores e estudantes tenham a oportunidade de saírem, viajarem e conhecerem outros espaços que muitas vezes estão perto deles, mas ainda não tinham a oportunidade de conhecer. Com as aldeias notamos isso ao ouvir de nossos estudantes, jovens e adultos, já egressos do ensino médio, de que ainda não tinham ido a uma aldeia indígena”, disse. 

Segundo o pedagogo e gerente de ensino da unidade, Marlon Brito, existe uma longa história sobre o dia 19 de abril, e o campus aproveita esse o mês para intensificar as ações que envolvem um dos Arranjos Produtivos Locais (APLS). “A data é simbólica, mas, as ações que o campus promove vão além de uma data comemorativa. Os professores buscam divulgar estudos científicos, a história e a vida das tribos que fazem parte de Formoso do Araguaia e, promoverem na prática uma relação entre os cursos técnicos de informática e de agricultura”, comentou Marlon

As atividades também são organizadas por uma estudante indígena Makukauá Javaé, que fala com orgulho o que aconteceu nos últimos dias na unidade. “Viajamos para as aldeias com os colegas, eles atravessaram o rio e entraram na Ilha do Bananal, onde vivemos. Foi muito bom mostrar para eles como são nossas casas, nossas plantas, nossas escolas, nossa comida, nossas músicas, nossas pinturas do corpo e como vivemos lá na Ilha.”, afirmou.