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Precisamos falar sobre suicídio

Debate

Como a instituição pode ajudar estudantes que passam por dificuldades emocionais?
por Thâmara Filgueiras publicado: 10/05/2017 19h47 última modificação: 07/07/2017 14h00
Exibir carrossel de imagens No mês de setembro há uma data especial que tem como objetivo reforçar o debate sobre o tema, é o dia 10, em que se comemora o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. O laço amarelo simboliza a data.
Fonte: Flickr

No mês de setembro há uma data especial que tem como objetivo reforçar o debate sobre o tema, é o dia 10, em que se comemora o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. O laço amarelo simboliza a data. Fonte: Flickr

Servidores de todas as unidades do IFTO se mobilizaram em torno de um assunto delicado, porém necessário de ser discutido no âmbito da instituição: o suicídio. Conforme divulgou a Revista Galileu, a taxa de suicídio de adolescentes com idades entre 10 e 14 anos aumentou 40% nos últimos 10 anos e 33% entre aqueles com idades entre 15 e 19 anos, segundo o Mapa da Violência 2014.

No IFTO, há diversos casos de estudantes que cometeram o ato nos últimos anos, embora não haja um registro preciso. A morte de um estudante do Campus Dianópolis, no último domingo, 7, trouxe o tema para discussão. A equipe da Diretoria de Assuntos Estudantis (DAE) realizou uma reunião, que foi transmitida pela internet, na tarde desta terça-feira, 9, a fim de reunir sugestões sobre como tratar o assunto na instituição.

Além de servidores do próprio IFTO, foram convidados representantes do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Palmas. Professores, psicólogos, enfermeiros e convidados debateram o assunto, levantaram ações de prevenção que podem ser realizadas com os estudantes. Uma convidada do município de Dianópolis que tem depressão diagnosticada, Nicalli Reis, deu um depoimento aos participantes e espectadores da reunião no sentido de ajudar a orientar na forma como a instituição pode auxliar.

De acordo com ela, o foco do trabalho da instituição deve ser o "público saudável", como ela chamou, ou seja, aquelas pessoas que não apresentam sinais de depressão. Além disso, Nicaelli afirmou que quem está em volta de pessoas que têm depressão podem ajudar, observando os sinais de mudança de comportamento. "Tem que ser um grito de chamado para a família."

"Como o IFTO não pode tratar os estudantes com depressão, é necessário que o foco esteja na família nos amigos mais próximos, porque trabalhar os jovens que já estão diagnosticados com depressão pode não surtir um efeito produtivo, pois, muitas vezes, quem já tem a doença não assimila as palestras de ajuda", explicou a convidada.

Além disso, ela reforçou a importância de trabalhar com a família dos jovens que tenham transtornos emocionais, fornecendo informações sobre como proceder. "Muitas vezes a família não sabe que tem um psicólogo no Cras (Centro de Referência da Assistência Social ) que pode auxiliar em como lidar com a situação", disse a jovem.

Nos canais internos de comunicação e nas redes sociais, as pessoas lamentaram a situação, e reforçaram a importância do debate.

Depoimentos reforçaram a importância de discutir o assunto