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IFTO oferece monitoria para estudantes com necessidades específicas

Inclusão

São atendidos pela iniciativa estudantes cegos e surdos
por Kelinne Guimarães publicado: 16/05/2019 15h13 última modificação: 18/09/2019 13h36
José Fernando e o intérprete Willian Jhony

José Fernando e o intérprete Willian Jhony

O Instituto Federal do Tocantins (IFTO) tem aderido a políticas afirmativas que garantem o acesso de estudantes com necessidades específicas aos seus cursos técnicos e superiores. No entanto, sua preocupação não se limita somente ao ingresso desses estudantes, mas estende-se a permanência deles no curso, que escolheram para sua formação profissional. Nesse sentido, a unidade Araguatins do IFTO oferece, por meio do Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (Napne), monitoria aos estudantes que apresentam especificidade para aprendizagem. 

As aulas de monitoria ocorrem em uma sala de recursos, e são ministradas conforme um plano de estudo elaborado pelo Napne, juntamente aos professores para atender à necessidade específica do estudante. José Fernando é um dos estudantes atendidos pelo núcleo, ele conta que foi o primeiro estudante surdo do curso de Agronomia da unidade Araguatins, e teve muita dificuldade de aprendizagem após seu ingresso na instituição, pensando até em desistir no primeiro período, pois não conseguia acompanhar os conteúdos ministrados nas aulas.

“Eu não conseguia acompanhar os professores e cheguei a reprovar, porque ficava muito confuso, eu lia as provas e não conseguia entender as palavras do português, que eram muito difíceis para mim, eu estudava em casa e estudava no IFTO, mas ainda tinha dificuldade. Com a sala de recursos e monitoria essas dificuldades diminuíram”, declarou José Fernando em Libras com a tradução do intérprete.

De acordo com o coordenador do Napne, William Jhone Ferreira, a realidade vivenciada por José Fernando é, infelizmente, comum entre os estudantes com necessidades específicas, que chegam a evadir dos cursos. Foi pensando em mudar essa situação que o núcleo passou a oferecer o serviço de monitoria. Segundo William, já são atendidos estudantes cegos e surdos, e a ideia é amplia a oferta de monitoria, reservando 1h dos acadêmicos, que participam do programa de monitoria em várias disciplinas, da unidade Araguatins, para atuação no Napne.
Napne
O Núcleo foi criado em atendimento ao decreto 7.611/2011, mas suas atividades vão além do atendimento especializado aos discentes, a atuação do Napne pauta-se na articulação entre o Ensino, a Pesquisa e a Extensão, tendo como objetivos: contribuir na implementação de políticas de acesso, permanência e conclusão com êxito dos alunos com necessidades específicas e atender esses alunos bem como aos seus professores.