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Curso orienta servidores e estudantes em como ajudar pessoas em risco de suicídio

Intervenção pela vida

Atividade faz parte conjunto de ações da Diretoria de Assuntos Estudantis
por Thâmara Filgueiras publicado: 11/07/2017 19h35 última modificação: 14/08/2017 11h30

O último dia do VII Seminário de Assistência ao Estudante foi dedicado a um tema muito especial: como ajudar pessoas em depressão e em risco de suicídio. A psicóloga e residente em saúde mental Daniela Fernandes abordou o tema em detalhes para os participantes do evento e a psicóloga da Diretoria de Assuntos Estudantis Milena Thomazi realizou uma dinâmica para contribuir para um melhor entendimento do assunto.

Com o tema "Intervenção pela vida", o curso pretendeu mostrar como um trabalho multidisciplinar pode atuar na prevenção ao suicídio. Considerado como uma epidemia em muitos países, Daniela disse ser necessário uma prevenção urgente. "No Brasil, o suicídio é considerado uma epidemia silenciosa, pois os números não são tão altos quando comparamos com outros países, mas, devido ao nosso estilo de vida, os casos de suicídio vêm aumentando a cada dia, e é necessário atuar na prevenção", afirmou a psicóloga.

O tema ganhou força no IFTO após o registro recente de dois suicídios, ambos envolvendo estudantes do Campus Dianópolis. "As situações diversas de ameaça ao estudante nos interessa, e o problema de depressão e suicídio é geral e, portanto, impacta a todos nós, pois nossa comunidade também está sujeita a isso. Por isso, estamos com várias ações que integram o Protocolo de prevenção ao suicídio do IFTO, justamente para que a gente consiga identificar os sinais e atuar da forma devida em casos assim", explicou o diretor de Assuntos Estudantis Higor Lira.

Daniela esclareceu que mudanças drásticas e súbitas de comportamento, especialmente envolvendo a frequência e o rendimento escolar, podem sinalizar a necessidade de atenção especial àquele estudante, e a comunidade deve estar pronta para intervir. "A principal ajuda é ficarmos todos atentos, e estarmos disponíveis para o outro, sabermos acolher melhor esses estudantes. À medida que você tem uma boa relação e um vínculo mais forte, é possível escutar a pessoa a fim de direcionar para um profissional competente para tratar o assunto", explicou.

O estudante do Campus Palmas Vinnícios de Medeiros participou do curso, e contribuiu em uma oficina que objetivou verificar casos de risco de suicídio. "Eu acho que é muito importante tratar o tema no IFTO, pois nós, jovens, passamos por muitos problemas, e o IFTO falando sobre isso pode  nos ajudar e nos orientar a ajudar os nossos colegas".

A psicóloga completou que é de suma importância e necessário a instituição trazer o debate sobre o suicídio para o ambiente acadêmico. "Não é fingindo que ele não existe ou amenizando a situação que o fenômeno do comportamento suicida vai se resolver. Podemos falar, temos que falar, temos que tratar, mas de forma respeitosa e correta", concluiu. 

Conheça o Protocolo de prevenção ao suicídio do IFTO e outras ações voltadas para a saúde mental realizadas pela DAE.